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Itaú segue o Bradesco e também eleva juros do crédito imobiliário após eleição

Publicado em: 29/10/2026 11:42
Itaú segue o Bradesco e também eleva juros do crédito imobiliário após eleição
O Itaú Unibanco elevou as taxas de parte de suas linhas de crédito imobiliário, três dias após o Bradesco anunciar reajuste semelhante. No Bradesco, a taxa mínima do crédito habitacional residencial passou de 11,7% para 15% ao ano, mais TR (hoje em 2% a.a.). No Itaú, a taxa mínima subiu de 11,99% para 12,95% ao ano, também mais TR. Ambas as decisões ocorreram após a reeleição de Lula e a disparada dos juros futuros no primeiro dia útil seguinte ao resultado eleitoral. O Bradesco afirmou que atualizou as taxas máximas em função do aumento das taxas de juros do mercado e que define as condições finais de cada operação individualmente, considerando perfil do cliente e características do contrato. O Itaú explicou que o ajuste busca refletir as condições atuais de captação e preservar a sustentabilidade das operações. A decisão está ligada à estrutura de funding do setor imobiliário. Segundo dados da Abecip, ao fim de dezembro de 2025, LCIs respondiam por 19% do funding do sistema e CRIs por outros 10%, somando aproximadamente R$ 768 bilhões — cerca de 29% da estrutura de financiamento do mercado imobiliário. A poupança segue como principal fonte de recursos, com quase 30% do total. Como os financiamentos imobiliários podem durar 30 anos ou mais, enquanto uma LCI normalmente tem prazo de um a três anos, os bancos precisam considerar o custo de futuras captações ao definir as taxas dos contratos atuais. Os contratos de DI ilustram a magnitude da oscilação: na segunda-feira, o DI com vencimento em janeiro de 2028 chegou a aproximadamente 14,82%, ante 12,859% na sexta anterior; o de janeiro de 2031 avançou de 12,642% para cerca de 15,28%. Santander e Sicredi não anunciaram reajustes. O Santander mantém juros a partir de 11,69% ao ano mais TR e avalia possíveis impactos; o Sicredi descartou mudanças de spread no momento, considerando o produto estratégico para fidelização e expansão de carteira. O Banco do Brasil não comentou, em período de silêncio pré-resultados. Uma fonte com mais de 20 anos de mercado avalia que o movimento reflete proteção contra volatilidade pós-eleição e não necessariamente mudança estrutural nas condições do crédito, sinalizando normalização inicial nos negócios de terça-feira.
FONTE ORIGINAL:
https://bpmoney.com.br/economia/bradesco-itau-elevam-juros-credito-imobiliario-apos-eleicao
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