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Liqi lança inteligência artificial para monitorar R$ 26,4 bilhões em créditos judiciais após novas regras do CMN

Publicado em: 29/10/2026 10:00
Liqi lança inteligência artificial para monitorar R$ 26,4 bilhões em créditos judiciais após novas regras do CMN
A Liqi anunciou o lançamento do Agente Marcos, plataforma de inteligência artificial voltada ao acompanhamento de processos judiciais, ao monitoramento de mudanças no valor de créditos e ao apoio a fundos de investimento em direitos creditórios (FIDCs) no cumprimento de exigências regulatórias. A ferramenta é direcionada a gestoras, administradoras e auditores que lidam com carteiras de créditos judiciais. O lançamento se dá após a publicação da Resolução CMN nº 5.343, que restringiu a aquisição de créditos judiciais ainda não definitivos, com efeitos a partir de 13 de outubro de 2026, data em que passou a vigorar a proibição de novas aplicações diretas ou indiretas em direitos decorrentes de processos judiciais e arbitrais sem liquidez, certeza e exigibilidade definitivas. A partir de 4 de janeiro de 2027, os fundos que mantêm esses ativos deverão adotar metodologias de avaliação verificáveis de forma independente, reavaliar valores diante de fatos processuais relevantes, submeter os procedimentos a auditoria e divulgar informações estruturadas sobre processos e direitos detidos, com periodicidade mínima mensal. Os ativos adquiridos anteriormente não precisam ser vendidos em razão da norma. Levantamento da própria Liqi com dados disponibilizados à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) identifica 543 fundos com exposição a direitos de origem judicial, dos quais 229 apresentam carteiras que somam R$ 26,4 bilhões em ações judiciais. Segundo a empresa, esse universo indica o tamanho do mercado potencial para soluções de monitoramento e avaliação desses ativos, ampliando a demanda por automação e transparência. O Agente Marcos recebe a carteira por meio de planilhas utilizadas pelas administradoras, vincula cada crédito ao respectivo processo e consulta diariamente andamentos e publicações em fontes públicas do Judiciário. A plataforma sinaliza eventos que podem alterar perspectivas de recuperação, como sentenças, penhoras e decisões sobre recursos, apresentando alerta com a informação processual, o documento de referência e possíveis impactos na avaliação. De acordo com a Liqi, a IA não calcula diretamente os valores financeiros: os cálculos seguem parâmetros definidos pelo gestor. Informações contraditórias ou não confirmadas permanecem pendentes de conferência, processos sob segredo de justiça dependem de documentos fornecidos pela equipe responsável e falhas de consulta aos tribunais são sinalizadas separadamente. A plataforma permite comparar o valor calculado pela metodologia cadastrada com a marcação vigente no fundo, registra versões das metodologias e preserva os dados de cada fechamento mensal, de modo a permitir que administradores e auditores reconstruam a origem do valor atribuído a cada crédito. A empresa afirma que o tratamento dos dados segue diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), com restrições de acesso e substituição de informações sensíveis por identificadores antes do processamento pela IA. A ferramenta ainda está em fase de testes, com agenda de demonstrações aberta e testes permitidos com até três processos judiciais públicos; integrações por API e módulos de análise patrimonial seguem em desenvolvimento. A adoção de inteligência artificial não é obrigatória pela resolução.
FONTE ORIGINAL:
https://bitnoticias.com.br/noticias/liqi-lanca-inteligencia-artificial-para-monitorar-r-264-bilhoes-em-creditos-judiciais-apos-novas-regras-do-cmn
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