IBeGI
Tema
Tamanho da Fonte
Estilo da Fonte

JPMorgan vê piora gradual do ciclo de crédito e mantém cautela com bancos brasileiros

Publicado em: 29/10/2026 05:00
JPMorgan vê piora gradual do ciclo de crédito e mantém cautela com bancos brasileiros
O cenário para os bancos brasileiros deve continuar desafiador em 2027, segundo avaliação do JPMorgan a partir do mais recente Relatório de Estabilidade Financeira do Banco Central. A combinação de juros elevados, desaceleração econômica e aumento do endividamento das famílias pode ampliar as pressões sobre crédito, provisões e lucratividade do setor. Segundo a instituição, o ciclo de crédito deve voltar ao centro das atenções dos investidores após as eleições, com uma eventual deterioração do ambiente econômico resultando em menor crescimento da carteira de empréstimos, compressão das margens financeiras (NIM) e aumento das despesas com provisões para perdas — fatores diretamente ligados às revisões de lucro dos bancos. Entre os principais sinais de alerta está o comprometimento da renda das famílias com dívidas, que atingiu cerca de 29%, o maior patamar dos últimos 21 anos. O Banco Central adotou tom mais cauteloso em relação à qualidade dos ativos, sinalizando que os riscos para o sistema financeiro aumentaram e devem permanecer pressionados no curto prazo. A situação é mais delicada entre famílias de baixa renda: para quem recebe até dois salários mínimos, o comprometimento chegou a 42% em junho deste ano, com cartão de crédito e empréstimos pessoais sem garantia representando cerca de 60% do serviço da dívida desse grupo, ante 38% em 2018. O relatório aponta ainda deterioração dos ativos problemáticos — indicador que inclui inadimplência, operações renegociadas e créditos considerados mais arriscados — em níveis mais elevados desde 2012 em diversas modalidades, especialmente cartões e empréstimos pessoais sem garantia. A inadimplência aumenta mesmo após mudanças nas regras contábeis para baixa de créditos inadimplentes: o Banco Central estima que a taxa seria 0,78 ponto percentual menor caso os critérios antigos tivessem sido mantidos, ressaltando que a piora da qualidade das carteiras segue como principal fator por trás da elevação dos atrasos. Na avaliação do JPMorgan, o cenário reforça a perspectiva de custos de crédito mais elevados para instituições com maior exposição a linhas de maior risco, em um contexto de enfraquecimento da rentabilidade do sistema financeiro — apenas os grandes bancos privados de primeira linha mantiveram avanço do retorno sobre patrimônio (ROE), enquanto boa parte do setor opera próximos ou abaixo do custo de capital. Os analistas veem risco de pressão adicional nos próximos trimestres por redução dos spreads, postura mais conservadora na concessão de crédito e aumento das provisões. Nesse contexto, o banco reforçou preferência por Itaú Unibanco (ITUB4) e Itaúsa (ITSA4), citando receitas mais diversificadas, disciplina de crédito e maior capacidade de preservar rentabilidade, e manteve visão cautelosa para Banco do Brasil (BBAS3), diante dos desafios no agronegócio e da pressão sobre capital e rentabilidade, e para Bradesco (BBDC4), cuja recuperação pode ser dificultada por juros mais altos e crescimento limitado dos lucros. Entre os nomes positivamente destacados estão seguradoras e empresas ligadas ao mercado de capitais, como B3 (B3SA3), BTG Pactual (BPAC11) e XP (XP).
FONTE ORIGINAL:
https://www.infomoney.com.br/mercados/jpmorgan-ve-piora-gradual-do-ciclo-de-credito-e-mantem-cautela-com-bancos-brasileiros
⚠️ Aviso Importante

Este conteúdo foi coletado e processado com o auxílio de inteligência artificial.
Podem ocorrer imprecisões na extração. Recomendamos consultar a fonte original, especialmente para informações sensíveis.
Todos os direitos e créditos pertencem à fonte original, disponível no link acima.
0%