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Inadimplência no crediário fica em 8,36%, acima do nível de um ano atrás

Publicado em: 30/10/2026 17:29
Inadimplência no crediário fica em 8,36%, acima do nível de um ano atrás
A inadimplência no crediário varejista alcançou 8,36% em setembro de 2026, após quatro meses consecutivos de queda. O índice, divulgado pelo Índice de Inadimplência Meu Crediário, ainda supera os 8,16% do mesmo mês de 2025 e permanece 1,50 ponto percentual acima do patamar de setembro de 2024, quando era de 6,86%. A média do terceiro trimestre ficou em 8,70%, praticamente estável frente aos 8,69% do mesmo período do ano anterior. A trajetória recente mostra recua contínua desde maio, quando o índice estava em 9,18%, passando por 9,01% em junho, 8,94% em julho e 8,81% em agosto até chegar a 8,36% em setembro. A queda acumulada no período foi de 0,82 ponto percentual, mas a comparação anual ainda não devolveu a taxa aos níveis anteriores. Setembro registrou o menor índice mensal de 2026, embora a média de julho a setembro tenha permanecido 1,21 ponto percentual acima dos 7,49% observados no terceiro trimestre de 2024. O recorte regional aponta o Norte com a maior taxa em setembro, de 10,91%, seguido pelo Sudeste (9,81%), Nordeste (8,28%), Centro-Oeste (7,65%) e Sul (7,03%), com diferença de 3,88 pontos percentuais entre os extremos. No plano setorial, roupas e calçados lideraram os atrasos com 9,11%, à frente de óticas (8,13%) e móveis e eletrodomésticos (7,45%). Por faixa etária, a taxa foi de 15,31% entre 18 e 25 anos e de 12,12% entre 26 e 35 anos, recuando para 8,17% (36 a 50 anos), 5,59% (51 a 65 anos) e 4,91% (acima de 66 anos). Por gênero, o índice foi de 10,62% entre homens e 7,60% entre mulheres. O material ressalta que os percentuais não explicam isoladamente as razões das diferenças observadas e que a leitura dos números depende da composição das carteiras, dos prazos concedidos e das condições de cobrança. Para os varejistas que oferecem vendas a prazo, o acompanhamento envolve monitorar a própria carteira, avaliar prazos de pagamento e acompanhar a recuperação de recebíveis, combinando os indicadores com dados das operações para uma avaliação mais consistente do risco de crédito.
FONTE ORIGINAL:
https://miriangasparin.com.br/2026/10/inadimplencia-no-crediario-fica-em-836-acima-do-nivel-de-um-ano-atras
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