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Reincidência na inadimplência tem recorde: 87,44% dos consumidores
Publicado em: 30/10/2026 13:02
O Indicador de Reincidência de Pessoas Físicas, apurado pela CNDL e pelo SPC Brasil, apontou em setembro de 2026 o maior recorde da série histórica de consumidores negativados que já haviam figurado nas listas de inadimplentes. No total de negativações do mês, 87,44% foram de devedores reincidentes, ou seja, pessoas que já haviam aparecido no cadastro de inadimplentes nos últimos 12 meses. Dentre os reincidentes, 67,05% ainda não haviam quitado as pendências antigas e foram negativados novamente; 20,38% haviam saído do cadastro nos últimos 12 meses, mas retornaram; e apenas 12,56% dos negativados em setembro não estiveram com restrições no CPF ao longo do ano anterior. O tempo médio decorrido entre o vencimento de uma dívida e o vencimento de novas pendências para os reincidentes foi de 72,5 dias, cerca de 2,4 meses. Nos 12 meses encerrados em setembro de 2026, o número de devedores reincidentes cresceu 18,28% em comparação com os 12 meses anteriores. O perfil dos reincidentes indica que a faixa de 30 a 39 anos é a mais representativa, com 25,38% do total, com distribuição por sexo de 53,07% mulheres e 46,93% homens. Segundo os dados citados, a inadimplência atinge cerca de 44,67% da população adulta. Paralelamente, o Indicador de Recuperação de Crédito de Pessoas Físicas do SPC Brasil registrou crescimento de 3,95% no número de consumidores que deixaram os cadastros de inadimplentes por quitação das dívidas em atraso, comparado aos 12 meses anteriores. Esse crescimento se concentrou naqueles que levaram de quatro a cinco anos (8,94%) para pagar todas as suas dívidas. Em setembro, a faixa de 50 a 64 anos teve a maior participação entre os consumidores que recuperaram o crédito, com 23,51%, com distribuição de 51,09% mulheres e 48,91% homens. O valor médio pago por consumidor recuperado em setembro de 2026 foi de R$ 2.481,06 na soma de todas as dívidas, e 58,88% pagaram até R$ 500. A liderança da CNDL destaca que programas de renegociação, como o Desenrola, oferecem oportunidade de limpar o nome, mas que a dinâmica econômica e estrutural frequentemente devolve o consumidor ao ciclo de endividamento, exigindo suporte contínuo à reestruturação financeira. A liderança do SPC Brasil aponta os juros elevados como pressão severa sobre as finanças das famílias e recomenda mapear e priorizar débitos mais caros, buscar canais oficiais de renegociação e cortar gastos não essenciais.
FONTE ORIGINAL:
https://monitormercantil.com.br/reincidencia-na-inadimplencia-tem-recorde-8744-dos-consumidores
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