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Taxa de desemprego cai a 5,2% com dívida em 82,9% do PIB
Publicado em: 30/10/2026 12:26
A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,2% no trimestre encerrado em setembro, segundo a PNAD Contínua divulgada pelo IBGE, 0,2 ponto abaixo do trimestre anterior e 0,4 ponto abaixo do mesmo período do ano anterior. É a menor marca para um trimestre fechado em setembro desde o início da série, em 2012. A população ocupada chegou a 103,6 milhões de pessoas, recorde da série, com alta de 0,6% no trimestre e 1,2% em doze meses, enquanto o contingente de desocupados caiu para 5,6 milhões. A força de trabalho cresceu cerca de 347 mil pessoas no período, indicando que a queda da taxa veio por absorção de vagas, não por desistência de procura por emprego. A composição por tipo de vínculo ficou estável: empregados com carteira no setor privado somam 39,4 milhões, sem carteira 13,7 milhões, por conta própria 26,1 milhões e domésticos 5,4 milhões. O avanço concentrou-se na construção civil, que cresceu 2,8% no trimestre, no setor público, que chegou a 13,2 milhões com alta de 2,5% em doze meses, e no número de empregadores, que atingiu 4,5 milhões. No trimestre até agosto, o rendimento médio real estava em R$3.777 e a massa de rendimento real em R$385,6 bilhões, recorde da série, com alta de 4,8% em doze meses. O Caged de agosto registrou saldo positivo de 165.827 vagas formais. No mesmo contexto, o Banco Central mostrou a dívida pública bruta em 82,9% do PIB, o patamar mais alto desde 2021. O setor público consolidado registrou déficit primário de R$5,5 bilhões em setembro, contra R$17,5 bilhões no mesmo mês de 2025, e o déficit acumulado em doze meses recuou para R$70,1 bilhões, ou 0,52% do PIB. Em contrapartida, os juros nominais somaram R$1,205 trilhão em doze meses, equivalentes a 8,99% do PIB, contra 7,86% no período anterior. A decomposição da dívida mostra que os juros acumulados contribuíram com 7,2 pontos percentuais na alta do ano, contra 1,1 ponto de emissão líquida de dívida. A Selic está em 13,75% desde setembro. O texto descreve o encadeamento entre mercado de trabalho, política monetária e câmbio: consumo aquecido sustenta cautela na redução de juros, Selic alta alimenta a conta de juros e dívida em trajetória de alta eleva o prêmio de risco embutido no dólar. No curto prazo, porém, o diferencial de juros contra os Estados Unidos, com o Fed entre 3,75% e 4,00%, tende a sustentar o real. O dólar fechou a R$5,3744 pela PTAX, em alta pelo segundo dia seguido. A comparação internacional aponta direção oposta: enquanto o Brasil registra queda na taxa de desemprego, a zona do euro ficou em 6,5% em setembro, com alta de 0,2 ponto em doze meses, e a União Europeia em 6,2%. Portugal aparece em 5,6%, com queda de 0,3 ponto no ano. O texto registra ainda que projeções de XP, C6 Bank e Itaú apontavam desemprego entre 5,5% e 5,7% no fim de 2026, patamar abaixo do qual o dado de setembro se situou.
FONTE ORIGINAL:
https://www.remessaonline.com.br/blog/taxa-de-desemprego-setembro-2026
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