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Menor nível em 14 anos, desemprego a 5,2% sustenta consumo, mas pressiona Selic
Publicado em: 30/10/2026 11:58
A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada pelo IBGE, apontou recuo da taxa de desemprego para 5,2% no trimestre encerrado em setembro, o menor nível para o período desde o início da série histórica, em 2012. No trimestre anterior, a taxa era de 5,4%, e de 5,6% no mesmo período do ano passado. Apesar do resultado de curto prazo, a leitura conjunta de bancos e corretoras aponta para cautela. O aumento do número de população ocupada e o avanço da massa salarial seguem como principais motores da atividade: o rendimento efetivo real avançou 1,7% no trimestre e a massa de rendimentos subiu 2%, segundo economista do ASA, com quarto aumento consecutivo dos rendimentos médios acima da inflação apontado pela 4Intelligence. Para analistas citados na reportagem, o mercado de trabalho apertado eleva riscos para a inflação de serviços e restringe o espaço para o Banco Central acelerar o ciclo de cortes da Selic. A escassez de mão de obra pressiona salários e encarece custos de serviços prestados às empresas, com repasse ao consumidor final, na avaliação dos entrevistados. Sinais de perda de ritmo já aparecem no mapeamento dos economistas: a taxa de participação na força de trabalho estagnou em 62,2%, há recuo na abertura de vagas em segmentos como serviços domésticos e indústria de transformação, e a informalidade permanece estagnada. O Banco Daycoval destaca que a desocupação ajustada sazonalmente orbita em 5,4% desde o início do ano e que o dinamismo laboral tenderia a ceder à medida que o alto custo do crédito passe a pesar mais sobre o caixa das empresas. Para operações de crédito e cobrança, o cenário combina renda e consumo sustentados no curto prazo com projeções de desaceleração do mercado de trabalho e custo de crédito mais alto pesando sobre o caixa das companhias, elementos que compõem a base de leitura de risco e inadimplência de carteiras.
FONTE ORIGINAL:
https://www.infomoney.com.br/economia/taxa-de-desemprego-recua-5-2-menor-nivel-2012
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