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Endividamento das famílias brasileiras bate recorde e chega a 50,1% da renda, diz BC

Publicado em: 30/10/2026 10:13
Endividamento das famílias brasileiras bate recorde e chega a 50,1% da renda, diz BC
O endividamento das famílias brasileiras alcançou 50,1% da renda acumulada em 12 meses em agosto, o maior patamar da série histórica. No mesmo período, o comprometimento da renda com o pagamento de dívidas também bateu recorde, chegando a 29%, segundo dados divulgados pelo Banco Central. Os indicadores consideram o crédito bancário e refletem o cenário de juros elevados e de avanço de modalidades mais caras, como cartão de crédito e operações sem garantia. O cenário persiste após o lançamento de dois programas de renegociação de dívidas pelo governo, que utilizaram garantias do Tesouro Nacional para facilitar o refinanciamento dos débitos. Durante a campanha eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometeu realizar um leilão para que o governo compre de bancos dívidas de consumidores com desconto. O Banco Central informou, por sua vez, que prepara novas medidas para conter a concessão predatória de crédito. Excluindo o crédito imobiliário do cálculo, o endividamento das famílias chegou a 31% da renda em agosto e o comprometimento dos rendimentos com o serviço da dívida atingiu 26,7%, também um recorde. Na mesma divulgação, a inadimplência nas operações de crédito livre — modalidade em que as instituições financeiras definem as taxas de juros — permaneceu em 6,6% para famílias e empresas em setembro, percentual idêntico ao de agosto, com avanço de um ponto percentual desde o início do ano. O estoque total de crédito no país cresceu 0,4% em setembro frente ao mês anterior, chegando a R$ 7,4 trilhões, com expansão em 12 meses desacelerando de 9,4%, até agosto, para 8,6%. O spread bancário nas operações de crédito livre subiu de 34,7 pontos percentuais em agosto para 35,5 pontos em setembro. Em meio à política monetária restritiva, o Banco Central projetou, em setembro, que o estoque de crédito brasileiro crescerá 9,1% em 2026, abaixo da expansão de 10,4% registrada em 2025. A próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) está prevista para a semana seguinte à divulgação dos dados, após cinco cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual na Selic, que chegou a 13,75% ao ano.
FONTE ORIGINAL:
https://www.jornalfolhadoestado.com/brasil/endividamento-das-familias-brasileiras-bate-recorde-e-chega-a-501-da-renda-diz-bc
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