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Banco Central do Brasil vai manter taxa de juros em primeira reunião após eleições, projeta Itaú
Publicado em: 01/11/2026 21:25
O Comitê de Política Monetária (Copom) deve manter a taxa básica de juros da economia em 13,75% ao ano, na primeira decisão sobre a Selic desde a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A reunião ocorre na terça e quarta-feira, com divulgação da decisão pelo Banco Central. A projeção de manutenção foi divulgada na sexta-feira (30) pelo Itaú, em comunicado à imprensa. Segundo o documento, a decisão deve ser unânime e refletir a avaliação de piora do cenário base, resultado de contexto externo adverso e de maiores pressões inflacionárias no plano interno, que tenderiam a se traduzir em deterioração adicional das expectativas de inflação, já desancoradas. O banco sustenta que o contexto global adverso, a desancoragem adicional das expectativas e os riscos elevados em torno do cenário base exigem cautela e perseverança no cumprimento do mandato. O comunicado é assinado por Diogo Guillen, economista-chefe da instituição. No plano externo, o Itaú aponta a possibilidade de a guerra no Oriente Médio durar mais do que o esperado e lembra que o Federal Reserve elevou os juros em 0,25% no mês passado, antecipando que novas altas podem ocorrer por lá diante da pressão inflacionária atual. No cenário doméstico, a instituição cita preocupação com a inflação interna e com o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB). Em relatório de revisão de cenário publicado em outubro de 2026, o Itaú reduziu a projeção de crescimento do PIB para 1,6% neste ano, contra 1,7% anteriormente, e para 2027 passou de 1,2% para 0,5%. O banco cita como fatores as condições monetárias mais restritivas, maior pressão inflacionária e elevado endividamento de famílias e empresas. A estimativa de desemprego foi mantida em 5,7% para 2026 e revisada para 6,5% em 2027, ante 6,2% antes. O relatório projeta o dólar em R$ 5,40 no fechamento deste ano e R$ 5,60 em 2027, ante R$ 5,30 e R$ 5,50 nas estimativas anteriores, reflexo do aumento do prêmio de risco doméstico em meio a incertezas sobre a trajetória das contas públicas. A projeção de IPCA para 2026 subiu de 5,1% para 5,2%, com pressão de alimentos e serviços no fim do ano, e para 2027 saiu de 4,6% para 6,1%, com base em efeitos de mudanças regulatórias e tributárias, inclusive a volta do PIS/Cofins sobre a gasolina, o fim da subvenção ao diesel, o reajuste do ICMS, a Reforma Tributária e mudanças de jornada de trabalho sobre custos de mão de obra.
FONTE ORIGINAL:
https://www.osul.com.br/banco-central-do-brasil-vai-manter-taxa-de-juros-em-primeira-reuniao-apos-eleicoes-projeta-itau
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