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Renegociação de dívidas cresce 36% enquanto Brasil bate novo recorde de inadimplência

Publicado em: 02/11/2026 15:54
Renegociação de dívidas cresce 36% enquanto Brasil bate novo recorde de inadimplência
Entre maio e agosto de 2026, a renegociação de dívidas pela Serasa totalizou 19,7 milhões de acordos no Brasil, crescimento de 36% em relação ao mesmo período de 2025. Ainda assim, o país alcançou 84,2 milhões de consumidores negativados em setembro, segundo levantamento divulgado em 2 de novembro, mantendo o cenário de novo recorde de inadimplência. O aumento das negociações ocorre em um ambiente de crédito caro e de maior comprometimento da renda familiar. Em agosto, 29% da renda das famílias estava comprometida com dívidas, alta de 1,4 ponto percentual em 12 meses, e os juros médios do crédito livre às pessoas físicas chegaram a 62,4% ao ano em setembro, segundo o Banco Central. O órgão relaciona o maior comprometimento de renda ao encarecimento dos empréstimos e à procura por modalidades emergenciais, geralmente mais caras. O texto destaca a diferença entre negociar um débito e deixar de ter restrições no CPF: um consumidor pode obter melhores condições de pagamento e continuar negativado por outras pendências, e o fechamento de um acordo não representa necessariamente sua quitação integral. Entre maio e agosto de 2026, 9,4 milhões de consumidores buscaram regularizar pendências, ante 7,1 milhões no mesmo período de 2025. A composição dos débitos negativados mostra participação relevante do setor financeiro: bancos e cartões de crédito concentram 27,16% das dívidas, seguidos pelas financeiras, com 20,66%, à frente das contas de água, luz e gás, responsáveis por 20,32%, segundo a Serasa. O valor médio devido por pessoa negativada chegou a R$ 7.093,83, montante que pode reunir diferentes pendências. Para medir o efeito da renegociação sobre a inadimplência, seria necessário identificar quantos consumidores deixaram a lista de negativados e quantos passaram a integrá-la. Como esses fluxos não foram apresentados separadamente, não é possível determinar quanto os acordos contribuíram para conter o recorde; a tendência dependerá do saldo entre entradas e saídas dos cadastros e da capacidade de pagamento para o cumprimento dos acordos.
FONTE ORIGINAL:
https://economicnewsbrasil.com.br/2026/11/02/renegociacao-de-dividas-recorde-inadimplencia
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