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Inadimplência no crediário fica em 8,36%, acima do nível de um ano atrás

Publicado em: 02/11/2026 10:03
Inadimplência no crediário fica em 8,36%, acima do nível de um ano atrás
A inadimplência no crediário varejista alcançou 8,36% em setembro de 2026, após quatro meses consecutivos de queda, mas permanece acima dos 8,16% registrados no mesmo mês de 2025 e 1,50 ponto percentual acima de setembro de 2024, quando estava em 6,86%, segundo o Índice de Inadimplência Meu Crediário. No terceiro trimestre, a média ficou em 8,70%, praticamente estável diante dos 8,69% do mesmo período de 2025. A trajetória mensal mostra recuo contínuu desde maio, quando o índice estava em 9,18%, passando por 9,01% em junho, 8,94% em julho e 8,81% em agosto até chegar a 8,36% em setembro, queda acumulada de 0,82 ponto percentual. Na comparação anual, porém, o movimento ainda não devolveu a taxa ao nível anterior: o indicador avançou de 6,86% em setembro de 2024 para 8,16% em 2025 e 8,36% em 2026. O levantamento revela contrastes regionais, setoriais e demográficos. Em setembro, o Norte registrou a maior taxa regional, com 10,91%, seguido pelo Sudeste, com 9,81%; Nordeste, Centro-Oeste e Sul apresentaram 8,28%, 7,65% e 7,03%, respectivamente, com diferença de 3,88 pontos percentuais entre Norte e Sul. Entre os segmentos comerciais, roupas e calçados lideraram os atrasos, com 9,11%, à frente de óticas, com 8,13%, e móveis e eletrodomésticos, com 7,45%. Nos recortes demográficos, a taxa foi de 15,31% entre consumidores de 18 a 25 anos e 12,12% na faixa de 26 a 35 anos, recuando para 8,17% entre 36 e 50 anos, 5,59% entre 51 e 65 anos e 4,91% acima de 66 anos. Por gênero, o índice foi de 10,62% entre homens e 7,60% entre mulheres. O material ressalta que esses percentuais descrevem os grupos considerados pelo indicador, sem demonstrar que idade ou gênero sejam, isoladamente, responsáveis pelas diferenças, e que a leitura completa exige considerar volume de operações, prazos concedidos, perfil dos contratos e condições de cobrança. Para a gestão de crédito, os dados combinam melhora mensal com inadimplência acima dos níveis de 2024 e 2025, e a estabilidade da média trimestral em relação ao ano anterior indica que a redução observada no fim do trimestre ainda não representa mudança expressiva na comparação anual. O acompanhamento dos próximos meses será necessário para verificar se a queda se mantém, enquanto as diferenças regionais, setoriais e demográficas ampliam a leitura do levantamento, mas precisam ser interpretadas dentro dos limites da base analisada, em combinação com dados das próprias operações.
FONTE ORIGINAL:
https://sb24horas.com.br/inadimplencia-no-crediario-fica-em-836-acima-do-nivel-de-um-ano-atras
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