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Dívida Pública Federal avança 0,97% em setembro e atinge R$ 9,38 trilhões sob pressão da taxa Selic
Publicado em: 03/11/2026 14:06
O estoque da Dívida Pública Federal registrou alta de 0,97% em setembro, alcançando R$ 9,383 trilhões, contra R$ 9,293 trilhões no mês anterior. Segundo o balanço do Tesouro Nacional, o movimento foi impulsionado predominantemente pela despesa com encargos financeiros do passivo acumulado, enquanto as operações líquidas de emissão primária permaneceram em patamares contidos. O resultado mantém a trajetória de expansão do endividamento da União dentro dos intervalos do Plano Anual de Financiamento. No segmento interno, a Dívida Pública Mobiliária Federal avançou 1,04% no período, chegando a R$ 9,037 trilhões. Colocações e resgates de títulos públicos resultaram em emissão líquida positiva de R$ 3,78 bilhões, patamar residual diante do volume de vencimentos pós-fixados. A apropriação mensal de juros incorporou R$ 89,29 bilhões diretamente ao estoque, sob a pressão estrutural da Selic em 13,75% ao ano. A dívida externa, por sua vez, recuou 0,82% para R$ 345,41 bilhões. O colchão de liquidez da dívida passou de R$ 1,208 trilhão para R$ 1,273 trilhão, montante equivalente a 7,71 meses de vencimentos vincendos, em um cenário de necessidade de resgate ou refinanciamento de R$ 1,87 trilhão em títulos federais nos doze meses subsequentes a setembro. A composição do estoque também se recalibrou: a fatia indexada à Selic recuou para 51,60%, enquanto títulos atrelados à inflação e prefixados ampliaram participação, todos dentro dos intervalos do plano de financiamento. A maturidade média permaneceu estável em 4,1 anos. A base de credores da dívida interna mostrou retração da participação de não-residentes, de 9,91% para 9,58% do estoque, em um contexto de maior aversão ao risco no mercado de capitais global. Instituições financeiras, fundos de investimento e fundos de previdência concentram a maior parte dos títulos em carteira. Para o mercado de crédito, os rendimentos das notas públicas atreladas ao CDI e aos índices de preços funcionam como referência da taxa livre de risco da economia, elevando o custo de oportunidade do capital e exigindo prêmios expressivos em debêntures e certificados de recebíveis. Emissores de infraestrutura, agronegócio e bens industriais enfrentam captação mais onerosa, ao passo que a remuneração atrativa dos ativos governamentais estimula a alocação de capital bancário em papel soberano de alta liquidez e baixo risco de inadimplência, restringindo margens de concessão de crédito tradicional.
FONTE ORIGINAL:
https://brasilinovador.com.br/divida-publica-federal-avanca-097-em-setembro-e-atinge-r-938-trilhoes-sob-pressao-da-taxa-selic
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