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Crescimento do saldo da carteira de crédito do SFN continua desacelerando

Publicado em: 03/11/2026 10:12
Crescimento do saldo da carteira de crédito do SFN continua desacelerando
Em setembro de 2026, o estoque total de crédito do Sistema Financeiro Nacional (SFN), considerando recursos livres e direcionados, avançou 0,4% na margem e alcançou R$ 7,4 trilhões. A expansão veio do crédito com recursos livres, cujas taxas são negociadas diretamente entre instituições financeiras e tomadores, enquanto o crédito direcionado — modalidade com taxas e destinação reguladas — permaneceu estável. Recursos livres somaram R$ 4,2 trilhões, alta de 0,8% no mês, com 56,3% do estoque total; recursos direcionados representaram 43,7%. Na comparação interanual, o saldo total cresceu 8,6%, ante 9,4% em agosto de 2026. Nessa base, os recursos livres avançaram 6,5% e os direcionados, 11,5%. As novas concessões recuaram 1,3% na margem em setembro, após alta de 2,2% em agosto: concessões com recursos livres caíram 0,4% (pessoas jurídicas -3,0% e pessoas físicas +1,1%), enquanto as concessões com recursos direcionados recuaram 11,8%, na quarta queda consecutiva, com retração de 7,9% em PJ e de 5,5% em PF. No acumulado em 12 meses até setembro de 2026, as concessões totais avançaram 10,5%, ante 10,8% em agosto. Nas operações com recursos livres, a taxa média de juros foi de 49,0% a.a. em setembro, acima dos 48,5% a.a. de agosto e dos 45,8% a.a. de setembro de 2025. Para pessoas físicas, a média passou de 61,8% a.a. para 62,4% a.a.; para pessoas jurídicas, de 24,0% a.a. para 24,4% a.a. A inadimplência em recursos livres ficou em 6,6%, estável na margem e 1,0 p.p. acima do ano anterior: PF subiu de 8,0% para 8,1% e PJ recuou de 4,3% para 4,2%. O endividamento das famílias atingiu 50,1% da renda anual familiar em agosto de 2026, alta de 0,2 p.p. na margem e de 1,2 p.p. em 12 meses, e o comprometimento da renda mensal com o pagamento de dívidas chegou a 29,0%, com altas de 0,2 p.p. na margem e de 1,4 p.p. em 12 meses. Ambos os indicadores alcançaram os maiores patamares das respectivas séries históricas. No consignado para trabalhadores do setor privado, o saldo da carteira atingiu R$ 124,1 bilhões em set/26, com alta de 1,6% na margem e de 107,8% na comparação interanual, enquanto as concessões recuaram 6,2% na série com ajuste sazonal e cresceram 28,0% em 12 meses. A taxa média caiu de 56,3% a.a. em agosto para 55,5% a.a. em setembro, e a inadimplência subiu de 10,6% para 10,8% da carteira, com alta de 5,7 p.p. em 12 meses. No consignado total excluindo o setor privado, a taxa média recuou de 24,1% a.a. para 23,6% a.a. e a inadimplência permaneceu estável em 2,5%. O texto aponta que o saldo da carteira segue desacelerando na variação interanual e no acumulado em 12 meses, movimento reforçado pela retração das concessões na margem, e que endividamento, comprometimento de renda e inadimplência em patamares elevados seguem limitando a expansão do crédito. A projeção apresentada é de que uma recuperação mais consistente do mercado de crédito pode ganhar força a partir do 2º semestre de 2027, à medida que a redução da taxa Selic se transmitir à economia, com a continuidade do ciclo de flexibilização monetária ainda incerta diante dos impactos projetados sobre a inflação pela depreciação cambial e pela elevação do preço do petróleo.
FONTE ORIGINAL:
https://www.fecomercio-rs.org.br/noticiadetalhe/2026/11/03/Crescimento-do-saldo-da-carteira-de-credito-do-SFN-continua-desacelerando-/f1090ef2-a154-49ea-8067-080416faf317
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