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Fraude bancária no Paraguai: Ministério Público acusa 27 pessoas após colapso do Ueno Bank
Publicado em: 05/11/2026 16:15
O Ministério Público do Paraguai acusou 27 pessoas ligadas ao Ueno Bank por irregularidades financeiras que, segundo as investigações, contribuíram para o colapso do banco digital. As acusações, formalizadas em 4 de novembro, concentram-se em operações realizadas entre 2025 e 2026 e abrangem suspeitas de conduta indevida, lesão de confiança, tentativa de fraude e descumprimento de obrigações legais relacionadas à escrituração contábil e comercial. A apuração examina empréstimos, concessões de crédito e movimentações capazes de comprometer o patrimônio da instituição, com destaque para operações envolvendo empresas vinculadas ao grupo econômico do banco que supostamente não seguiram parâmetros adequados de avaliação e administração de riscos. Uma das operações investigadas envolve a suposta venda simulada de uma carteira de créditos de aproximadamente US$ 74,4 milhões a empresa Vinanzas S.A., que teria recebido aportes financiados por crédito do próprio banco. Os investigadores buscam esclarecer se a movimentação foi utilizada para alterar artificialmente a apresentação da situação patrimonial da instituição e ocultar riscos financeiros. Além das acusações, oito executivos foram detidos e foram solicitadas medidas cautelares pessoais e patrimoniais. O Banco Central do Paraguai iniciou processo de resolução da instituição após a queda de seus índices de solvência abaixo dos parâmetros legais, procedimento destinado a organizar o tratamento de ativos e passivos e proteger clientes nos limites da legislação. Em paralelo, o Congresso investiga responsabilidades políticas, incluindo ligações empresariais anteriores do ex-presidente Santiago Peña com o grupo controlador do banco e a nomeação de ex-dirigente da Financiera Ueno para a presidência do Banco Central. A suspensão das operações afetou o acesso a contas de aproximadamente 2,9 milhões de clientes, usadas para salários, reservas pessoais e outros recursos, e a presença de depósitos públicos na instituição ampliou os questionamentos sobre os mecanismos de fiscalização. O texto registra que a identificação de operações suspeitas não significa, por si só, que todos os investigados tenham participado de esquema criminoso, cabendo à Justiça examinar as acusações e à investigação individualizar condutas e comprovar responsabilidades.
FONTE ORIGINAL:
https://spdiario.com.br/noticias/mundo/fraude-ueno-bank-paraguai-27-acusados-investigacao.html
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