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Novas regras do CNJ tornam a recuperação de créditos mais eficiente | SEGS Portal Nacional de Seguros,...

Publicado em: 05/11/2026 16:01
Novas regras do CNJ tornam a recuperação de créditos mais eficiente | SEGS Portal Nacional de Seguros,...
Novas regras do CNJ tornam a recuperação de créditos mais eficiente. Medidas previstas pelo Conselho Nacional de Justiça pretendem agilizar a localização de bens, reduzir a repetição de procedimentos e tornar a cobrança judicial mais eficiente. Obter uma sentença favorável nos tribunais nem sempre assegura o efetivo recebimento do valor devido. O desafio para cidadãos e empresas frequentemente começa no cumprimento da decisão, momento em que se busca localizar o patrimônio do devedor. A norma instituiu a Consolidação Nacional da Execução Efetiva, reunindo mecanismos que permitem maior integração entre processos judiciais, compartilhamento de informações e utilização de tecnologias na busca por patrimônio, com potencial para beneficiar credores de diferentes segmentos, incluindo pessoas físicas, empresas, instituições financeiras e seguradoras. Entre as mudanças, destaca-se a possibilidade de aproveitar informações patrimoniais já obtidas em outros processos contra o mesmo devedor, o que pode reduzir a repetição de buscas e facilitar a identificação de bens. O Provimento também prevê núcleos especializados na localização de patrimônio e mecanismos de cooperação entre órgãos judiciais. O compartilhamento deverá respeitar regras de sigilo, proteção de dados e limites estabelecidos pelo Poder Judiciário. Na venda de bens penhorados, quando não houver adjudicação e a medida se mostrar adequada, a alienação por iniciativa particular poderá ter preferência sobre o leilão judicial, considerando condições de mercado, valores mínimos e formas de pagamento autorizadas pelo juiz. Estão previstas duas ferramentas nacionais: uma voltada à organização das vendas de bens e outra para reunir informações sobre patrimônios já submetidos a medidas judiciais, com expectativa de ampliar a transparência e facilitar o acompanhamento dessas operações. O avanço da inteligência artificial também aparece entre as medidas previstas, com potencial para auxiliar na análise de processos, organização de informações e identificação de possíveis relações patrimoniais, reduzindo o tempo dedicado a atividades repetitivas. A tecnologia não substitui a análise humana nem elimina a necessidade de fundamentação das decisões judiciais, e a identificação de movimentações financeiras ou vínculos entre empresas não representa automaticamente a comprovação de fraude. Os impactos práticos exigirão tempo para se consolidar, uma vez que a vigência da Consolidação foi postergada. Para os credores, o novo modelo representa a possibilidade de processos mais organizados e de maior aproveitamento das informações disponíveis, sem que toda dívida reconhecida judicialmente seja recuperada, e o principal desafio será transformar as novas diretrizes em resultados concretos, sem comprometer os direitos dos devedores e de terceiros.
FONTE ORIGINAL:
https://www.segs.com.br/seguros/458791-novas-regras-do-cnj-tornam-a-recuperacao-de-creditos-mais-eficiente
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