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Inadimplência Recorde de CPFs e CNPJs Pressiona Bancos e Freia a Economia
Publicado em: 05/11/2026 15:46
A inadimplência de pessoas físicas e empresas no Brasil atinge patamares recordes, pressionando os balanços bancários e restringindo o crédito à economia. Segundo dados citados, em setembro de 2026 o país registrava 84,2 milhões de pessoas inadimplentes, equivalente a 51,1% da população adulta, com 352 milhões de débitos em aberto totalizando R$ 597,4 bilhões. Em agosto, o número de CNPJs inadimplentes chegou a 9,3 milhões, com R$ 244,4 bilhões em dívidas negativadas. A composição das dívidas mostra maior peso de bancos e cartões de crédito (27,16%) e financeiras (20,66%), enquanto a participação das contas básicas de água, luz e gás recuou. No crédito livre para pessoas físicas, os juros médios chegaram a 62,4% ao ano em setembro, com o rotativo do cartão em 451,7% ao ano. No setor empresarial, micro e pequenas empresas concentram 94,6% dos CNPJs negativados e 86,3% do passivo em atraso. O atraso empresarial se espalha para fora do sistema financeiro: 75,6% dos registros de dívidas de empresas envolvem credores não financeiros, com destaque para prestadores de serviços. Ainda assim, a demanda por crédito corporativo cresceu 11,2% em 12 meses e as concessões de capital de giro de curto prazo avançaram 113,9%, movimento apresentado como busca por liquidez para manter a operação. O Relatório de Estabilidade Financeira do Banco Central aponta que a inadimplência na carteira total do Sistema Financeiro Nacional atingiu 5,0% em setembro (6,6% nos recursos livres), com os ativos problemáticos das famílias no maior patamar desde 2012 na maioria das modalidades. Entre os riscos identificados estão o fiscal e a inadimplência sob juros altos prolongados. Em resposta, os bancos adotaram critérios mais rigorosos na concessão e ampliaram margens de risco: o spread médio subiu para 21,6 pontos percentuais em setembro, elevando a taxa média geral das concessões para 32,4% ao ano. O ritmo de crescimento do estoque de crédito do SFN (R$ 7,4 trilhões) desacelerou de 9,4% em agosto para 8,6% em setembro, com recuo mais acentuado na carteira empresarial.
FONTE ORIGINAL:
https://imirante.com/noticias/sao-luis/amp/2026/11/05/inadimplencia-recorde-cpfs-cnpjs-pressiona-bancos-freia-economia
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