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Crise no Paraguai após fraude bancária põe em risco economias de quase metade da população e derruba presidente do país; banco também operava recursos da Previdência - Sintrajufe - RS

Publicado em: 05/11/2026 15:43
Crise no Paraguai após fraude bancária põe em risco economias de quase metade da população e derruba presidente do país; banco também operava recursos da Previdência - Sintrajufe - RS
O presidente do Paraguai, Santiago Peña, renunciou na manhã desta quinta-feira, 5, na tentativa de evitar um processo de impeachment diante da crise desencadeada por fraudes em um dos maiores bancos do país. Segundo a imprensa, o próprio Peña e o presidente do Banco Central, Carlos Carvallo, que também deixou o cargo, podem ter envolvimento direto com a fraude. O caso envolve recursos de fundos de pensão e do Instituto de Previdência Social (IPS), além das economias de quase metade dos paraguaios. O Banco Uneo é o maior emissor de cartões de crédito do Paraguai, com cerca de 3 milhões de clientes, em um país de 6,4 milhões de habitantes. A instituição também operava valores de empresas estatais, incluindo fundos de pensão e recursos do IPS, totalizando 850 milhões de dólares em recursos públicos. Após fiscalizações, ajustes em seus balanços apontaram que o índice de solvência era, na realidade, de menos da metade do mínimo exigido. O caso gerou intervenção do Banco Central no Uneo, sob suspeitas de que o próprio Banco Central acobertava a situação; Carvallo foi presidente do Uneo antes de assumir o Banco Central. Clientes com contas no banco não conseguem retirar suas economias, incluindo aposentados que recebiam proventos por meio da instituição. O Banco Central assegurou que os titulares de depósitos bloqueados receberão um primeiro pagamento de até 10 milhões de guaranis, cerca de R$ 9,2 mil, podendo os demais valores permanecer bloqueados; o sistema bancário paraguaio também enfrenta dificuldades na operação dos aplicativos. Oito executivos do Uneo foram presos preventivamente sob suspeita de conduta indevida em situações de crise, lesão de confiança e violação da obrigação de manter livros contábeis e comerciais. A oposição acusa Peña de conflito de interesses, manipulação de regras e desvio de recursos previdenciários, e aponta que o Banco Central teria encoberto irregularidades. Peña foi acionista do Grupo Vázquez, controlador do Uneo, até 2025. A Câmara dos Deputados não aceitou sua carta de renúncia e abriu um processo de impeachment; com a renúncia, ele busca escapar da investigação no Congresso e manter o foro privilegiado. O texto também relata que a falta de confiança pode se propagar para todo o sistema bancário paraguaio, afastando investidores estrangeiros e capital internacional.
FONTE ORIGINAL:
https://sintrajufe.org.br/crise-no-paraguai-apos-fraude-bancaria-poe-em-risco-economias-de-quase-metade-da-populacao-e-derruba-presidente-do-pais-banco-tambem-operava-recursos-da-previdencia
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