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Endividamento recua a 81,6% e inadimplência cai a 29,3% em outubro, diz CNC

Publicado em: 05/11/2026 11:20
Endividamento recua a 81,6% e inadimplência cai a 29,3% em outubro, diz CNC
A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) divulgada pela CNC aponta que o endividamento das famílias brasileiras recuou 0,1 ponto percentual em outubro de 2026, para 81,6%, e que a inadimplência caiu 0,3 ponto, para 29,3%. Em setembro, os índices registrados foram de 81,7% e 29,6%. O resultado é a segunda queda consecutiva da inadimplência, após 29,9% em agosto. Segundo a pesquisa, a pressão das dívidas sobre o orçamento das famílias perdeu força, mas segue elevada: 19,3% das famílias comprometem mais da metade da renda com dívidas. O tempo médio de atraso ficou em 65,1 dias, contra 65,3 dias em setembro, e 48,8% das contas em atraso estão há mais de 90 dias. As dívidas parceladas em prazo superior a um ano correspondem a 33,4% do total, ante 33,8% em setembro. Em relação a outubro de 2025, o endividamento está 2,1 pontos percentuais acima dos 79,5% registrados naquele mês, enquanto a inadimplência está 1,2 ponto abaixo dos 30,5% do ano anterior. Ao longo de 2026, o endividamento alcançou 81,6% em maio e chegou a 82% em julho, maior patamar da série, antes de recuar para 81,7% em setembro e 81,6% em outubro. A distribuição por faixa de renda mostra movimentos divergentes. Entre famílias com renda de até três salários mínimos, a inadimplência subiu de 38,5% para 38,6%, e 18,3% delas afirmam não ter condições de quitar as dívidas em atraso. Na faixa de cinco a dez salários mínimos, o endividamento avançou de 77,9% para 79,3%, em movimento oposto ao do indicador geral. O economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, avaliou que o peso da inadimplência é mais pronunciado entre famílias de menor poder aquisitivo e que o banimento das plataformas de apostas on-line deixa mais dinheiro com as famílias, que podem usá-lo para quitar atrasos ou consumir. A CNC registrou, entre 6 e 24 de outubro, alta de 2,4% nas buscas no Google por itens essenciais de farmácia e supermercado, além de crescimento nas buscas por Magazine Luiza, Mercado Livre e iFood. O presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, afirmou que o orçamento doméstico segue comprimido e sem fôlego para alavancar o consumo. A Peic de setembro havia indicado que o efeito da medida provisória que proibiu as bets virtuais poderia ser medido em outubro, e o ponto em aberto é se a queda da inadimplência se mantém no fim de 2026.
FONTE ORIGINAL:
https://paraibabusiness.com.br/endividamento-recua-a-816-e-inadimplencia-cai-a-293-em-outubro-diz-cnc
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