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Inadimplência também avança entre brasileiros de alta renda; especialista explica fatores por trás das dívidas
Publicado em: 06/11/2026 13:21
A inadimplência avança também entre brasileiros de alta renda. Em agosto, o número de consumidores com ganhos entre 10 e 20 salários mínimos que deixaram de pagar contas cresceu 38,8% em relação ao mesmo mês de 2025; entre quem recebe mais de 20 salários mínimos, a alta foi de 35,8%, segundo dados do Sistema de Informações de Créditos (SCR) do Banco Central. Apesar de ainda apresentarem taxas de inadimplência menores que as demais faixas de renda, os dois grupos registraram os maiores crescimentos percentuais no período. A especialista em educação financeira Soraia Domingos, da Serasa, atribui o fenômeno a uma combinação de desemprego, inflação, taxas de juros e falta de educação financeira, inclusive entre consumidores com maior poder aquisitivo. Em setembro de 2026, o país registrou alta de 6% na inadimplência em relação a 2025, segundo a Serasa, com crescimento acumulado de 34,17% desde 2020. O Brasil chegou a 84,2 milhões de pessoas com contas em atraso — equivalente a 51,1% da população adulta —, com montante de dívidas de R$ 597,4 bilhões e valor médio de R$ 7.093,83 por consumidor. No Estado de Goiás, o levantamento de setembro da Serasa aponta 2,7 milhões de inadimplentes acumulando aproximadamente R$ 20 bilhões em débitos. Bancos e cartões de crédito respondem por 27,4% das dívidas no estado, seguidos pelas financeiras (20,4%) e pelos serviços (16,3%). Goiânia concentra o maior número de consumidores inadimplentes, com 637,3 mil pessoas e R$ 5,28 bilhões em dívidas; Rio Verde apresenta o maior valor médio devido por consumidor entre as cidades listadas, com R$ 9.012,67, seguida por Jataí, com R$ 8.422,78. A especialista destaca que o cartão de crédito é um dos principais pontos de atenção, pois a facilidade de parcelar compras pode levar o consumidor a perder de vista o comprometimento da renda nos meses seguintes. Recomenda-se acompanhar o total das parcelas assumidas, priorizar despesas essenciais no orçamento e renegociar débitos desde que o acordo não comprometa ainda mais o orçamento familiar.
FONTE ORIGINAL:
https://www.jornalopcao.com.br/ultimas-noticias/inadimplencia-tambem-avanca-entre-brasileiros-de-alta-renda-especialista-explica-fatores-por-tras-das-dividas-886202
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