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Inadimplência dispara entre brasileiros de alta renda e acende alerta sobre endividamento
Publicado em: 06/11/2026 10:03
Dados do Banco Central apontam avanço da inadimplência entre brasileiros de renda mais alta. Em agosto de 2026, os atrasos no pagamento de dívidas cresceram 38,8% entre quem recebe de 10 a 20 salários mínimos e 35,8% acima de 20 salários mínimos, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Apesar de ainda apresentarem índices absolutos menores de inadimplência, essas faixas registraram os maiores aumentos percentuais no período. O custo elevado do crédito é apontado como um dos principais fatores do cenário, sobretudo nas operações com cartão. Dados preliminares do Banco Central para setembro indicam taxa média de 451,7% a.a. no crédito rotativo — equivalente a 15,29% ao mês — e de 193% a.a. no parcelamento de faturas. A oferta de crédito também se expandiu: o estoque de empréstimos e financiamentos a pessoas físicas aumentou 9,9% nos 12 meses encerrados em setembro, com alta de 12,6% nas concessões de crédito rotativo (R$ 37,3 bilhões) e de 8,4% no parcelamento de faturas (R$ 17,6 bilhões). Ao lado disso, o IPCA-15 acumulou 4,62% em 12 meses, acima do teto da meta de 4,5%, e a Selic permanece em 13,75% a.a. Especialistas citados no texto alertam para a facilidade de acesso ao cartão, compras por impulso — especialmente pela internet — e a tentativa de manter o padrão de consumo diante de orçamento mais apertado, fatores que ampliam o risco de endividamento. Pesquisa da CNC mostra que 81,6% das famílias brasileiras tinham algum tipo de dívida em outubro, ante 81,7% em setembro e 79,5% no mesmo mês de 2025. O percentual de famílias com dívidas em atraso caiu para 29,3% em outubro (–0,3 p.p. sobre o mês anterior e –1,2 p.p. na comparação anual), e 12,2% afirmaram não ter condições de pagar as contas atrasadas. Entre as faixas de renda, a endividamento recuou em famílias com até três salários mínimos e acima de dez salários mínimos, e avançou entre as de cinco a dez salários mínimos, de 77,9% para 79,3%. O texto apresenta o endividamento como desafio para diferentes parcelas da população, inclusive de renda mais elevada, relacionando-o a acesso facilitado ao crédito, juros altos e manutenção de gastos, e reforça a importância de planejamento orçamentário e controle de despesas.
FONTE ORIGINAL:
https://www.portalgiro.com/noticia/30291/petropolis/nacional/inadimplencia-dispara-entre-brasileiros-de-alta-renda-e-acende-alerta-sobre-endividamento.html
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