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Endividamento das famílias fica estável em 81,6% em outubro

Publicado em: 06/11/2026 08:11
Endividamento das famílias fica estável em 81,6% em outubro
O percentual de famílias brasileiras endividadas oscilou para 81,6% em outubro, ante 81,7% em setembro, variação classificada como mínima pelo relatório da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que aponta estabilidade do indicador. A taxa de inadimplência recuou de 29,6% em setembro para 29,3% em outubro, com tempo médio de atraso de 65,1 dias. Ainda assim, 48,8% dos débitos atrasados acumulam mais de 90 dias sem pagamento, e 19,3% dos lares comprometem mais da metade da renda mensal exclusivamente com o pagamento de dívidas, o que reduz espaço para consumo e imprevistos. A vulnerabilidade se concentra na menor renda. Entre famílias de até três salários mínimos, a inadimplência subiu para 38,6% em outubro, ante 38,5% em setembro, e 18,3% desse estrato declaram não ter condições de quitar os débitos atrasados. No segmento de 5 a 10 salários mínimos, o endividamento avançou de 77,9% para 79,3%. Em contrapartida, o percentual de dívidas parceladas em prazo superior a um ano recuou de 33,8% para 33,4%. A proibição das casas de apostas online, com os sites fora do ar a partir de 06/10, aparece no relatório como fator de mudança no padrão de buscas. Entre 6 e 24/10, as pesquisas por itens essenciais de farmácia e supermercado subiram 2,4%, enquanto buscas por Magalu cresceram 7,7%, Mercado Livre 1,5% e iFood 0,6%. O economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, relaciona a saída das bets à redução da inadimplência e ao consumo, lembrando que a taxa Selic segue alta e o preço do crédito, caro. O efeito real das bets ainda não pode ser medido com precisão; os dados de consumo de outubro estão previstos para dezembro, pelo IBGE. O presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, avaliou que a oscilação tímida de outubro mostra orçamento doméstico comprimido e sem fôlego para alavancar o consumo. Ele defende maior segurança jurídica e previsibilidade ao empresário, citando reforma tributária menos onerosa sobre o setor produtivo, sobretudo serviços, e prudência em alterações trabalhistas, com prazos de transição mais realistas diante do fim da escala 6×1.
FONTE ORIGINAL:
https://tmc.com.br/economia/cnc-endividamento-familias-outubro
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