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Endividamento atinge 69,6% das famílias em Fortaleza, mas inadimplência cai ao menor nível em cinco anos
Publicado em: 23/07/2026 12:37
Pesquisa de Endividamento do Consumidor em Fortaleza, realizada pela Fecomércio por meio do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Ceará (IPDC), aponta que 69,6% das famílias da capital tinham algum tipo de dívida em julho de 2026. O índice representa alta de 0,5 ponto percentual em relação a junho e supera o registrado em julho de 2025 (65,6%). Apesar da estabilidade no nível de endividamento, a qualidade do crédito apresentou melhora. O percentual de consumidores com contas em atraso caiu para 16,8%, menor nível dos últimos cinco anos. O prazo médio de atraso é de 73 dias, e os principais motivos são o adiamento de pagamentos para direcionar recursos a outras finalidades (45,6%) e o desequilíbrio financeiro (45,3%). O perfil do consumidor endividado é predominantemente masculino (70,1%), com maior concentração entre pessoas de 25 a 34 anos (74,3%) e famílias com renda superior a sete salários mínimos (77,7%). Já entre os inadimplentes, destacam-se homens (17,1%), maiores de 35 anos (18,0%) e famílias com renda de até três salários mínimos (17,6%). O cartão de crédito continua sendo a principal modalidade de crédito, citado por 82,4% dos entrevistados, seguido por financiamentos bancários (15,2%) e empréstimos pessoais (10,1%). O endividamento está fortemente associado a despesas essenciais: compra de alimentos a prazo (61,3%), saúde (31,0%), vestuário (27,3%) e educação (23,4%). A taxa de inadimplência potencial, que mede a proporção de consumidores com dificuldades para quitar dívidas, ficou em 8,7%, alta de 0,6 ponto percentual ante junho, mas ainda entre os menores níveis pós-pandemia. Nesse grupo predominam mulheres (9,2%), consumidores com mais de 35 anos (10,1%) e famílias com renda inferior a três salários mínimos (9,4%). A pesquisa revela ainda que 73,7% dos consumidores fazem orçamento mensal e acompanham receitas e despesas, enquanto 11,7% não têm qualquer organização financeira. Os principais fatores de desequilíbrio são falta de planejamento financeiro (58,3%) e aumento das despesas essenciais (28,5%).
FONTE ORIGINAL:
https://www.opiniaoce.com.br/economia/2026/07/23/endividamento-atinge-696-das-familias-mas-inadimplencia-cai-ao-menor-nivel-em-cinco-anos/
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