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Casas Bahia adia balanço de resultados, enquanto Justiça mantém cobrança mensal de contas

Publicado em: 07/11/2026 20:34
Casas Bahia adia balanço de resultados, enquanto Justiça mantém cobrança mensal de contas
O balanço do terceiro trimestre de 2026 da Casas Bahia, previsto originalmente para 11 de novembro, foi adiado para 10 de dezembro. A varejista, no entanto, continua sujeita à prestação mensal de contas determinada pela Justiça de São Paulo, no âmbito da recuperação judicial do grupo, que mantém exigências financeiras e documentais próprias, incluindo a apresentação de informações à administração judicial. A matéria distingue dois procedimentos. A divulgação trimestral atende ao mercado de capitais, enquanto a prestação de contas judicial permite acompanhar as empresas durante a reorganização de R$ 17,3 bilhões em dívidas. Segundo o texto, o adiamento de uma publicação não suspende automaticamente as obrigações da outra. Em 21 de outubro, a Justiça de São Paulo autorizou o processamento da recuperação judicial do Grupo Casas Bahia, solicitada em agosto. Na mesma decisão, a juíza Tainá Maria Leonardo de Oliveira, da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, estabeleceu obrigações para acompanhar a situação financeira das dez empresas incluídas no processo. Empresas em geral devem manter registros contábeis e elaborar demonstrações financeiras conforme as regras aplicáveis; companhias abertas também precisam divulgar resultados trimestrais ao mercado. A recuperação judicial acrescenta a exigência de prestar contas à Justiça até o dia 30 de cada mês, com documentos financeiros e extratos bancários à AJ Ruiz Consultoria Empresarial, nomeada administradora judicial. A decisão prevê afastamento dos controladores e substituição dos administradores em caso de descumprimento das obrigações. A penalidade não foi aplicada, e não há confirmação, nas informações consultadas, sobre a entrega dos primeiros documentos exigidos. A análise judicial identificou lacunas na documentação apresentada pelo grupo, entre elas projeções de fluxo de caixa disponíveis apenas de forma consolidada, uma relação de credores ainda em atualização e a ausência das demonstrações de fluxo de caixa de 2023 de quatro empresas. A magistrada considerou que essas pendências não impediam o processamento da recuperação judicial, mas estabeleceu 30 dias para complementação, sob pena de revogação da decisão, prazo que decorre da determinação de outubro e não do comunicado sobre o balanço trimestral. A empresa atribuiu a remarcação dos resultados à necessidade de concluir trabalhos contábeis e financeiros relacionados à recuperação judicial, sem especificar quais atividades explicam o atraso; o texto afirma, portanto, que não há base para afirmar que as pendências identificadas pela juíza provocaram a mudança. O adiamento também deixa sem nova data a teleconferência com investidores, marcada para 12 de novembro, às 14h, com o calendário de relações com investidores ainda sem atualização em 7 de novembro. Com o novo dia do balanço fixado em 10 de dezembro, a data da sessão de esclarecimentos aos investidores permanece por confirmar.
FONTE ORIGINAL:
https://economicnewsbrasil.com.br/2026/11/07/balanco-da-casas-bahia-justica
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