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Itaú, Bradesco e Santander lucram R$ 22,6 bi e veem fosso no ROE ficar ainda maior

Publicado em: 07/11/2026 12:04
Itaú, Bradesco e Santander lucram R$ 22,6 bi e veem fosso no ROE ficar ainda maior
Os três maiores bancos privados de varejo do país fecharam o terceiro trimestre com lucro combinado de R$ 22,61 bilhões, avanço de 2,4% na comparação com o mesmo período do ano anterior e de 0,6% frente ao trimestre imediatamente anterior. O resultado ficou em linha com a projeção do mercado, que apontava ganho agregado de R$ 22,6 bilhões. O tema central dos resultados foi o mesmo nas três instituições: pressão sobre a renda das famílias e sobre o caixa das empresas, agravada pelo ritmo lento de alívio dos juros. Com os orçamentos comprometidos, há menos espaço para manter os compromissos de crédito em dia, movimento que eleva a inadimplência no sistema bancário. O efeito apareceu nos três balanços, mas com intensidades bem diferentes. O Santander enfrentou a pressão mais forte do trio, com dificuldades nas carteiras de agronegócio e de baixa renda. O lucro líquido recuou 28% na comparação anual, para R$ 2,9 bilhões, e o retorno sobre o patrimônio caiu 5,6 pontos percentuais, para 11,9%, abaixo da meta de 20% até 2028 estabelecida pela controladora espanhola. Em Madri, as ações da matriz recuavam 5%, em parte influenciadas pelo desempenho brasileiro. O Bradesco registrou o 11º trimestre consecutivo de crescimento sequencial do lucro líquido, que chegou a R$ 7,1 bilhões, impulsionado pela resiliência das receitas com serviços e pelo controle de custos. O retorno sobre o patrimônio, porém, caiu para 15,6% em razão do aumento de capital de R$ 10 bilhões; sem esse efeito, o indicador teria ficado em 16,1%. O banco sinalizou mais cautela diante do comprometimento da renda das famílias e do endividamento das empresas. O Itaú teve o trimestre mais tranquilo do grupo, com lucro líquido de R$ 12,617 bilhões e retorno sobre o patrimônio de 23,6%, o maior do setor. O banco manteve a disciplina na gestão de crédito e de custos, com desempenho fraco na geração de receitas, sobretudo na área de banco de capitais. As perspectivas para os próximos trimestres aparecem como mais desafiadoras diante das incertezas abertas pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com poucos sinais de ajuste fiscal relevante — condição vista como necessária para que o Banco Central acelere a redução da Selic, hoje em 13,75% ao ano. Analistas do Citi avaliam que juros elevados por período prolongado mudam o perfil de destaque no setor, em favor de negócios bancários com lucros previsíveis, forte retorno de capital e geração de caixa no curto prazo.
FONTE ORIGINAL:
https://investidor10.com.br/amp/noticias/itau-bradesco-e-santander-lucram-r-22-6-bi-e-veem-fosso-no-roe-ficar-ainda-maior-123751
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