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Aumento do spread bancário no crédito rural reflete maior risco na safra 2026/27

Publicado em: 25/07/2026 20:39
Aumento do spread bancário no crédito rural reflete maior risco na safra 2026/27
O spread bancário médio das linhas de crédito rural equalizadas (com subsídio do Tesouro Nacional) para o Plano Safra 2026/27 subiu para 3,56%, ante 3,13% no ciclo anterior. As linhas subsidiadas totalizam R$ 141,9 bilhões. O aumento reflete a elevação do risco no setor agropecuário, com inadimplência crescente e perspectivas financeiras e climáticas adversas. O governo optou por não forçar a redução dos spreads, mantendo os tetos da safra anterior, diante da maior aversão ao risco das instituições financeiras. O custo da subvenção de juros pelo Tesouro passará de R$ 13,5 bilhões para R$ 18,2 bilhões. Segundo o pesquisador Rogério Boueri (Ipea), os bancos elevam o spread para compensar o aumento do risco, sem alterar o custo de capital. Historicamente, os spreads vinham caindo desde a safra 2020/21, quando estavam em 4,93%, atingindo 3,03% em 2023/24. Nos últimos ciclos, houve alta para 3,18% (2024/25) e leve recuo para 3,13% (2025/26). Para 2026/27, o spread médio para médios e grandes produtores é de 3,08%, enquanto para a agricultura familiar o Custo Administrativo e Tributário (CAT) subiu para 4,1%. A captação de recursos pelos bancos deve ficar mais barata com a redução da Selic para 14,25% ao ano. As principais fontes são Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), poupança rural e recursos próprios. O Banco do Brasil detém a maior fatia dos recursos equalizáveis (29%), seguido pelo BNDES. A portaria do Ministério da Fazenda autorizou o início das operações, com liberação de até R$ 94,7 bilhões no primeiro semestre, sem necessidade de suplementação orçamentária. A divisão dos limites equalizáveis em dois semestres permite encaixar o Plano Safra no orçamento disponível. O custo orçamentário da equalização em 2026 é de R$ 1,7 bilhão. As linhas de custeio com desconto sustentável somam R$ 3,1 bilhões, cerca de 5% do total destinado ao custeio equalizado.
FONTE ORIGINAL:
https://www.osul.com.br/aumento-do-risco-do-credito-rural-eleva-custo-dos-emprestimos/amp/
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