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Intenção de consumo das famílias de BH permanece cautelosa em julho

Publicado em: 28/07/2026 14:55
Intenção de consumo das famílias de BH permanece cautelosa em julho
As famílias de Belo Horizonte mantiveram em julho uma postura cautelosa em relação ao consumo, segundo o Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), que ficou em 83,9 pontos — praticamente estável ante junho e abaixo dos 100 pontos que demarcam satisfação. O indicador, divulgado pela CNC e analisado pela Fecomércio MG, reflete um cenário de restrição no orçamento doméstico, com impacto direto sobre decisões de compra. Apesar do índice geral negativo, alguns componentes mostram resistência. A percepção sobre o emprego atual alcançou 102,0 pontos, acima da linha de satisfação, com 26,6% dos entrevistados se sentindo mais seguros nos empregos do que há um ano. O subíndice de renda familiar também subiu ligeiramente para 97,8 pontos, embora metade dos consumidores considere a renda estabilizada e 26,2% relatem piora. Esse cenário de emprego ainda favorável sustenta parte da confiança do consumidor, mas não é suficiente para impulsionar um consumo mais expressivo. Por outro lado, o acesso ao crédito segue como entrave relevante. O indicador específico ficou em 87,1 pontos, e 39,2% dos consumidores afirmam que conseguir empréstimos ou financiamentos está mais difícil do que há um ano. A consequência direta é o baixo nível de consumo: 54,5% das famílias estão consumindo menos que no ano passado, e o índice de consumo atual atingiu apenas 65,2 pontos. A compra de bens duráveis é particularmente afetada, com o indicador em 51,7 pontos e 74% dos entrevistados considerando o momento desfavorável para adquirir eletrodomésticos e móveis. Apesar das dificuldades atuais, as expectativas para os próximos meses são mais otimistas. O índice de perspectiva de consumo ficou em 103,7 pontos, e 35,9% dos consumidores acreditam que vão consumir mais no segundo semestre de 2026 do que no mesmo período de 2025. Para a economista Gabriela Martins, da Fecomércio MG, a estabilidade do emprego e a recuperação gradual da renda criam condições para um avanço moderado do consumo, desde que o ambiente econômico se mantenha favorável.
FONTE ORIGINAL:
https://fecomerciomg.org.br/noticias/familias-mantem-cautela-nas-compras-apesar-de-perspectiva-favoravel-para-o-consumo/
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