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Juros das famílias seguem elevados e chegam a 64% ao ano, diz BC
Publicado em: 31/07/2026 11:00
O Banco Central (BC) divulgou nesta quinta-feira (30) as Estatísticas Monetárias e de Crédito de junho. A taxa média de juros do crédito livre às pessoas físicas alcançou 64% ao ano, com alta de 1,2 ponto percentual (p.p.) no mês e de 4,6 p.p. em 12 meses. O aumento foi influenciado principalmente pelo crédito pessoal não consignado, cujas taxas subiram 7 p.p. no período. Considerando todas as modalidades de crédito, a taxa média de juros das concessões atingiu 33,4% ao ano, com elevação de 0,2 p.p. em relação a maio e de 1,5 p.p. na comparação anual. O spread bancário ficou em 21,9 p.p., estável no mês, mas 1,1 p.p. acima do registrado um ano antes. A inadimplência da carteira total de crédito do Sistema Financeiro Nacional (SFN) ficou em 4,7% em junho, estável no mês, porém 1,0 p.p. maior que em igual período do ano passado. Entre as famílias, a inadimplência permaneceu em 5,6%, com elevação de 1,2 p.p. em 12 meses. No segmento de crédito livre, o indicador atingiu 6,2% da carteira, com avanço anual de 0,9 p.p.; para as famílias, chegou a 7,6%, com alta de 1,1 p.p. O endividamento das famílias brasileiras alcançou 49,8% em maio, com redução de 0,1 p.p. no mês, mas aumento de 0,9 p.p. em 12 meses. O comprometimento da renda com o pagamento de dívidas subiu para 28,5%, com alta de 0,1 p.p. em relação a abril e de 1,3 p.p. na comparação anual. O saldo das operações de crédito do SFN somou R$ 7,4 trilhões em junho, com crescimento de 0,7% no mês e de 9,7% em 12 meses. O crédito às famílias totalizou R$ 4,6 trilhões, com expansão de 10,8% em 12 meses. No crédito livre para pessoas físicas, o saldo ficou em R$ 2,5 trilhões, com recuo de 0,1% no mês, mas alta de 11,2% na comparação anual. As concessões totais cresceram 0,4% no mês, puxadas pelas empresas (+1,4%), enquanto as concessões às famílias recuaram 0,2%. O crédito ampliado ao setor não financeiro totalizou R$ 21,7 trilhões, equivalente a 164,3% do PIB, com expansão de 0,9% no mês e de 11,9% em 12 meses. Para as empresas, o crédito ampliado alcançou R$ 7,2 trilhões (54,7% do PIB), com alta de 8,2% no acumulado de 12 meses.
FONTE ORIGINAL:
https://diariodonoroeste.com.br/juros-das-familias-seguem-elevados-e-chegam-a-64-ao-ano-diz-bc/
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