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Lucro dos bancos da América Latina cresce 31% em 2025; Brasil lidera, diz Felaban
Publicado em: 01/08/2026 06:14
O setor bancário da América Latina registrou lucro líquido de US$ 88,9 bilhões em 2025, alta de 31% sobre o ano anterior, segundo relatório da Federação Latino-Americana de Bancos (Felaban). O resultado foi impulsionado por juros elevados, expansão nominal do crédito e valorização de moedas locais frente ao dólar. A Felaban atribui o desempenho à prudência dos gestores, a políticas de concessão de crédito baseadas em evidências e ao acompanhamento cuidadoso das carteiras. O Brasil liderou com US$ 45,8 bilhões em lucro acumulado, seguido por México (US$ 17,1 bilhões), Chile (US$ 5,8 bilhões), Peru (US$ 4,2 bilhões) e Colômbia (US$ 3,8 bilhões). Juntos, Brasil, México e Chile concentraram 77% dos lucros da região. Em moeda local, os maiores crescimentos anuais foram na Colômbia (71%), Equador (43%) e Bolívia (42%), enquanto o Uruguai foi o único com retração. A rentabilidade média sobre ativos (ROA) ficou em 1,54% no fim de 2025, ante 1,44% um ano antes. O retorno sobre patrimônio (ROE) subiu a 14,2%. Apesar disso, a carteira de créditos vencidos cresceu 46% em base anual, para US$ 94,5 bilhões no quarto trimestre, elevando a inadimplência agregada de 2,47% para 2,71%. Segundo Jonathan Fortun, do Instituto de Finanças Internacionais (IIF), as altas taxas que ampliaram margens também reduziram a capacidade de pagamento dos devedores. O IIF aponta três trajetórias possíveis para 2026. Uma flexibilização monetária ordenada reduziria margens, mas aliviaria o custo do crédito e estabilizaria a inadimplência. Inflação persistente manteria margens elevadas por mais tempo, com aumento de inadimplência e provisões. Em recessão com desvalorizações cambiais, haveria queda na oferta de crédito e perdas de qualidade, mas esse não é o cenário principal. Projeções indicam desaceleração do crescimento dos lucros, com expansão do crédito medida em dólares caindo de 27% em 2025 para cerca de 17% em 2026. Fortun ressalta que a solvência agregada de 16,8%, margens ainda elevadas e financiamento doméstico reduzem o risco de crise sistêmica, mas que indicadores de qualidade de ativos, provisões e custo do crédito ganham importância. O relatório também destaca a independência dos bancos centrais como pilar para estabilidade macroeconômica.
FONTE ORIGINAL:
https://www.bloomberglinea.com.br/negocios/lucro-dos-bancos-da-america-latina-cresce-31-em-2025-diz-felaban-brasil-lidera?outputType=amp
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