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Segunda queda do teto do consignado CLT em três meses reduz acesso ao crédito para quem mais precisa

Publicado em: 10/07/2026 17:30
Segunda queda do teto do consignado CLT em três meses reduz acesso ao crédito para quem mais precisa
O Ministério do Trabalho e Emprego reduziu pela segunda vez em menos de três meses o teto de custo do Crédito do Trabalhador, modalidade de consignado para empregados CLT. A taxa máxima de juros passou de 4,98% para 4,52% ao mês, com Custo Efetivo Total (CET) máximo de 5,52% ao mês. Diferentemente do consignado do INSS, que opera com teto fixo, o Crédito do Trabalhador adota um mecanismo dinâmico: o Comitê Gestor calcula uma taxa de referência com base na média ponderada do mercado acrescida de um desvio padrão. Esse modelo gera imprevisibilidade para as instituições financeiras, que não sabem quando ou quanto o limite será alterado. A redução do teto beneficia trabalhadores com perfil de crédito mais sólido, mas pode excluir aqueles com menor tempo de carteira assinada, renda mais baixa ou histórico de crédito frágil. A margem para absorver o risco dessas operações diminui com o aperto no teto. O cenário é agravado pelo contexto macroeconômico: dados do Banco Central de abril de 2026 indicam que 49,7% da renda das famílias brasileiras está comprometida com dívidas, e mais de 80% das famílias estão endividadas. Para esse público, o Crédito do Trabalhador é frequentemente a alternativa mais acessível ao crédito rotativo e outras modalidades mais caras. Em um ambiente de regras em constante revisão, a orientação qualificada ao consumidor ganha relevância. As promotoras de crédito atuam como elo entre trabalhadores e instituições financeiras, auxiliando na identificação de opções adequadas e na condução do processo de contratação com transparência. Para Alexandre Matos, CEO da Vip Promotora, a segunda redução do teto sinaliza falta de estabilidade regulatória do produto. A incerteza gerada pelo mecanismo de referência móvel tem custo direto na oferta de crédito, impactando principalmente os trabalhadores de maior risco, que dependem dessa linha como única porta de entrada ao crédito formal.
FONTE ORIGINAL:
https://miriangasparin.com.br/2026/07/segunda-queda-do-teto-do-consignado-clt-em-tres-meses-reduz-acesso-ao-credito-para-quem-mais-precisa/
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