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Fintechs trocam crescimento acelerado por gestão de riscos, aponta estudo
Publicado em: 03/08/2026 17:16
Levantamento da Inspire4U, com apoio institucional da Innovation Business Alliance (IBA) – Irlanda, indica que as fintechs brasileiras passaram a priorizar gestão de riscos e governança em detrimento do crescimento acelerado. Segundo o relatório Perfil das Lideranças em Fintechs no Brasil 2026, 43% dos líderes avaliam o apetite ao risco antes de decidir sobre a velocidade de execução, enquanto apenas 17% colocam inovação e rapidez acima do compliance. O movimento ocorre em um cenário de maturidade do setor, que reúne mais de 2.156 fintechs ativas no país. A pesquisa, que ouviu 65 profissionais, aponta que transformações como Open Finance, avanço da IA nos pagamentos, aumento das exigências do Banco Central e consolidação do setor têm contribuído para a mudança de prioridades. A capacidade de tomar decisões rápidas e fundamentadas é vista como condição para a sobrevivência das empresas. Em relação à governança, 60% dos entrevistados a classificam como média, com algumas políticas estabelecidas. Outros 23% consideram a governança baixa, informal e centralizada nos fundadores, enquanto apenas 17% afirmam ter processos maduros e bem definidos. Os dados revelam que a estrutura de governança ainda está em evolução na maior parte das fintechs. Sobre o uso de inteligência artificial, 66% dos líderes utilizam ferramentas de IA generativa diariamente, principalmente para reduzir esforço em tarefas operacionais (42%) e melhorar a qualidade das análises e decisões (34%). No entanto, a maioria das empresas ainda não possui políticas formais: 38% incentivam o uso sem diretrizes, 29% têm regras básicas, 23% não têm qualquer política e apenas 9% contam com diretrizes estruturadas e ferramentas corporativas. O estudo alerta para riscos de Shadow AI. O perfil das lideranças é predominantemente jovem, com 43% entre 30 e 39 anos. Em termos de cargos, predominam gerentes (34%), seguidos por diretores (28%), coordenadores ou líderes técnicos (23%) e C-levels/sócios-fundadores (15%). A maioria tem entre dois e cinco anos de experiência em posição de liderança (35%), e a amostra é composta principalmente por fintechs em fase de crescimento (42%), com atuação em pagamentos e transferências (37%).
FONTE ORIGINAL:
https://finsidersbrasil.com.br/noticias-sobre-fintechs/fintechs-trocam-crescimento-acelerado-por-gestao-de-riscos-aponta-estudo
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