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Bancos médios enfrentam pressão no crédito consignado, mas recuperação segue no radar

Publicado em: 03/08/2026 16:46
Bancos médios enfrentam pressão no crédito consignado, mas recuperação segue no radar
Os bancos médios devem enfrentar um período de desaceleração nos próximos trimestres por causa das mudanças regulatórias no mercado de crédito consignado. As novas regras tendem a reduzir o ritmo de concessão de empréstimos e a geração de receitas com tarifas. Apesar do cenário mais desafiador no curto prazo, a expectativa é de que a normalização gradual do mercado permita retomada do crescimento e dos lucros. Segundo relatório da XP, as novas regras para o consignado do INSS e para o consignado privado levaram a revisões para baixo das projeções de lucro de Agibank e Banco Mercantil. Por outro lado, o Pine teve estimativas elevadas após apresentar desempenho acima do esperado na originação de crédito consignado privado. No consignado do INSS, as alterações incluem redução da margem consignável, alongamento do prazo dos contratos e regras mais rígidas para validação biométrica dos clientes. Essas medidas reduzem a capacidade de contratação de crédito e criam obstáculos operacionais tanto para novas operações quanto para refinanciamentos, segmento historicamente relevante nas concessões. No consignado privado, o teto de juros de 4,5% ao mês e os limites para encargos relacionados a garantias e ao custo total das operações devem tornar parte das transações menos rentável. Como consequência, a tendência é que as instituições adotem critérios mais rigorosos na concessão de crédito, reduzindo o ritmo de expansão da carteira, especialmente entre clientes de maior risco. Entre as projeções, o Agibank teve o lucro recorrente reduzido em 6% para 2026 e 4% para 2027, com recomendação de compra mantida. O Banco Mercantil sofreu cortes de 6% para 2026 e 12% para 2027, com impacto também sobre receitas de seguros. O Pine teve a estimativa de lucro para 2026 elevada em 7%, para R$ 685 milhões, e a projeção para 2027 mantida em R$ 823 milhões. A XP afirma permanecer otimista com o segmento de bancos médios, avaliando que a pressão regulatória já está amplamente incorporada às cotações. A retomada gradual da atividade no consignado tende a favorecer a recuperação do crescimento e da rentabilidade das instituições nos próximos trimestres.
FONTE ORIGINAL:
https://euqueroinvestir.com/acoes/bancos-medios-enfrentam-pressao-no-credito-consignado-mas-recuperacao-segue-no-radar
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