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Foco em garantias e cautela com baixa renda: grandes bancos brasileiros redobram estratégia defensiva

Publicado em: 14/08/2026 15:11
Foco em garantias e cautela com baixa renda: grandes bancos brasileiros redobram estratégia defensiva
Os grandes bancos brasileiros reforçaram a postura defensiva na concessão de crédito no segundo trimestre, com migração para produtos com garantia e clientes de renda mais alta, diante de sinais de deterioração das finanças das famílias. A mensagem foi comum nos balanços de Banco do Brasil, Itaú, Bradesco e Santander Brasil, mesmo com mercado de trabalho ainda forte e economia superando expectativas. A analista Katherine Hennings, da consultoria BRCG, interpretou o movimento como um reconhecimento de que o cuidado nas concessões de crédito pode ser ainda mais apurado. Ela apontou preocupação com uma possível desaceleração após um período de expansão parcialmente sustentado pela alavancagem das famílias. Historicamente, ciclos de forte crescimento do crédito com rápida elevação do endividamento foram seguidos por quedas mais profundas do consumo, como ocorreu entre 2011 e 2015. O ciclo atual é incomum porque a situação financeira das famílias se deteriorou mesmo com desemprego baixo e renda em alta, com comprometimento de renda próximo a 50% da renda disponível. Hennings atribuiu o cenário a fatores estruturais, como mudanças regulatórias, expansão das fintechs e digitalização dos pagamentos, e a fatores conjunturais, incluindo estímulos ao consumo e ao crédito patrocinados pelo governo. Executivos dos bancos detalharam as estratégias. O Banco do Brasil espera redução da inadimplência com foco em consignado público e privado. O Itaú afirmou que o volume de crédito distribuído está acima da capacidade de absorção do mercado e que prioriza operações com garantia. O Bradesco reduziu o apetite para clientes de menor renda e aumentou o respaldo das garantias na carteira. O Santander Brasil cortou exposição a tomadores com renda mensal inferior a R$ 4 mil e passou a buscar operações com garantia acima desse nível. O Nubank, por sua vez, registrou alta da inadimplência acima de 90 dias para 6,9% no segundo trimestre, ante 6,5% no trimestre anterior, mas manteve crescimento de lucro acima do esperado e afirmou não ver deterioração disseminada dos consumidores.
FONTE ORIGINAL:
https://www.terra.com.br/economia/foco-em-garantias-e-cautela-com-baixa-renda-grandes-bancos-brasileiros-redobram-estrategia-defensiva,2ba388d8663feac6afd49a45897b27a6ikjtkixu.html
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