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Inadimplência das famílias atinge novo recorde em agosto, diz o Banco Central
Publicado em: 29/09/2026 20:18
A inadimplência média das operações de crédito subiu de 4,9% em julho para 5% em agosto, novo recorde da série histórica iniciada em março de 2011 pelo Banco Central. O resultado de julho era o recorde anterior da série. No critério geral, a inadimplência cresceu 0,8% no ano e 0,9% em 12 meses. Para pessoas físicas, a taxa subiu de 5,8% para 6%; para pessoas jurídicas, permaneceu estável em 3,3%. No crédito livre — modalidade em que taxas de juros e regras são negociadas diretamente entre cliente e banco — a inadimplência avançou de 6,4% em julho para 6,6% em agosto. Para pessoas físicas, a taxa passou de 7,8% para 8,0%; para empresas, subiu de 4,2% para 4,3%. No crédito direcionado, com recursos da poupança e do BNDES, a taxa subiu de 2,9% para 3,0% entre os dois meses. O endividamento das famílias brasileiras com o sistema financeiro avançou de 49,7% em junho para 49,9% em julho, patamar recorde da série. Descontadas as dívidas imobiliárias, a taxa manteve-se em 30,8%. O comprometimento de renda das famílias com o Sistema Financeiro Nacional permaneceu em 28,7%; sem contar os empréstimos imobiliários, ficou em 26,4% no período. As concessões de crédito livre dos bancos caíram 0,4% em agosto na comparação com julho, para R$ 647,9 bilhões, com alta de 11% no acumulado de 12 meses. Concessões para pessoas físicas recuaram 2,1% no mês, para R$ 346,6 bilhões, e cresceram 10,6% em 12 meses; para empresas, avançaram 1,7%, para R$ 301,3 bilhões, com alta de 11,6% no mesmo período. O saldo do crédito total das operações no Sistema Financeiro Nacional cresceu 9,2% em 12 meses. Segundo a gestão de estatísticas do Banco Central, a desaceleração do crédito está em linha com a economia, diante da posição contracionista da política monetária, mesmo com as reduções recentes da Selic, e ocorre desde que a série atingiu seu pico, em maio de 2025, em 12%. A taxa média de juros no crédito livre subiu de 47,7% em julho para 48,5% em agosto. Para pessoas físicas, o juro médio oscilou de 60,3% para 61,7%; para empresas, caiu de 25,2% para 24,2%. O cheque especial recuou de 137,0% para 136,4%, o crédito pessoal sem consignação de 111,0% para 110,2%, o crédito especial consignado subiu de 28,4% para 29,0% e o crédito para veículos variou de 26,5% para 26,4%. No crédito total, que inclui operações livres e direcionadas, a taxa foi de 32,1% para 32,3%. O Indicador de Custo de Crédito (ICC), que mostra a taxa de juros média efetivamente paga sobre o estoque de operações, avançou de 24,1% para 24,2%. No cartão de crédito, o juro médio no rotativo subiu de 436,2% ao ano em julho para 444,9% em agosto, e o do parcelado avançou de 189,3% para 192,1%. Considerando operações do rotativo e do parcelado, a taxa total do cartão passou de 93,1% para 97,8%. O Congresso definiu em lei que os juros do rotativo e do parcelado não poderiam ultrapassar 100% do principal da dívida, com teto vigente desde janeiro de 2024. O texto ressalva que as taxas divulgadas pelo Banco Central representam registro estatístico, resultado da extrapolação anual do juro cobrado ao mês pela instituição financeira, e que a autoridade monetária não pretende descontinuar essa série histórica, referência para mostrar a velocidade de aumento ou redução dos juros e um dos componentes da taxa cobrada pelo sistema.
FONTE ORIGINAL:
https://www.osul.com.br/inadimplencia-das-familias-atinge-novo-recorde-em-agosto-diz-o-banco-central
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