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CNC: inadimplência e endividamento das famílias brasileiras recuam em setembro
Publicado em: 09/10/2026 13:54
O percentual de famílias brasileiras com dívidas a vencer recuou para 81,7% em setembro, registrando a primeira queda do indicador no ano. Acompanhando esse movimento, a taxa de inadimplência — que mensura a proporção de famílias com alguma parcela em atraso — cedeu 0,3 ponto percentual em relação a agosto, fechando em 29,6%, o menor patamar desde março. Os dados integram a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada pela CNC. Para o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, a retração dos índices após meses de sucessivas altas representa um sinal positivo, mas sua consolidação depende de condições macroeconômicas mais favoráveis, incluindo acesso ao crédito em condições mais adequadas e juros mais compatíveis com a realidade de famílias e empresas. No desdobramento do cenário, a parcela de consumidores que declara não possuir nenhum tipo de dívida subiu para 18,1% no mês, enquanto o grupo que se avalia como "muito endividado" recuou para 17,3%. A CNC pondera que essa percepção tem caráter subjetivo e não significa, necessariamente, superendividamento. O índice de consumidores que afirmam não ter condições de quitar contas em atraso permaneceu estável em 12,5%. Sinal de alerta no aprofundamento das dívidas: o tempo médio de atraso avançou pelo segundo mês consecutivo até 65,3 dias, patamar mais longo desde novembro de 2024, impulsionado pelas dívidas com mais de 90 dias, que hoje representam 48,9% do total de contas vencidas. A melhora não foi homogênea entre faixas de renda: o recuo do endividamento foi garantido pelas famílias de menor renda (até 3 salários mínimos, de 85,1% para 84,6%) e pela faixa de 3 a 5 salários (de 83,7% para 83,3%), enquanto entre 5 e 10 salários mínimos o percentual de endividados avançou de 77,2% para 77,9%. A inadimplência recuou na maioria das faixas, mas apresentou alta marginal entre famílias com renda acima de 10 salários mínimos, de 14,9% para 15%. A CNC informa ainda que a Medida Provisória que impediu a operação das bets virtuais no Brasil não teve efeito econômico refletido na Peic de setembro, podendo ser aferido em outubro caso se mantenha.
FONTE ORIGINAL:
https://www.sincovaganoticias.com.br/cnc-inadimplencia-e-endividamento-das-familias-brasileiras-recuam-em-setembro
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