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Inadimplência empresarial bate recorde no Brasil. Pequenas empresas concentram 95% dos CNPJs negativados

Publicado em: 22/10/2026 11:19
Inadimplência empresarial bate recorde no Brasil. Pequenas empresas concentram 95% dos CNPJs negativados
A inadimplência empresarial no Brasil atingiu novo recorde em agosto de 2026, segundo levantamento da Serasa Experian. O total de empresas com contas em atraso alcançou 9,3 milhões, superando os 9,2 milhões registrados em julho. Em um único mês, cerca de 100 mil novos CNPJs passaram a figurar na lista de inadimplentes, mantendo a pressão financeira sobre os negócios. O volume financeiro das pendências também avançou: os débitos negativados subiram de R$ 238,6 bilhões para R$ 244,4 bilhões no intervalo entre julho e agosto, alta de R$ 5,8 bilhões, ou cerca de 2,4%. A quantidade de compromissos negativados passou de 67,2 milhões para 68,2 milhões, e a dívida média por empresa foi de R$ 26.355,13. Na comparação com agosto de 2025, o número de empresas inadimplentes cresceu 14,3%. Micro e pequenas empresas concentram a maior parcela do problema: 8,8 milhões de CNPJs desse grupo em agosto, cerca de 95% do total de empresas negativadas. Somadas, acumulavam 61,4 milhões de dívidas, que somavam aproximadamente R$ 211 bilhões. Em média, cada micro ou pequena empresa tinha sete contas negativadas e cerca de R$ 23,9 mil em pendências. Por atividade econômica, os serviços respondem por 56% dos CNPJs inadimplentes e o comércio por 32%; a indústria representa 8% e o setor primário cerca de 0,9%. A concentração em setores que reúnem muitas pequenas e médias empresas evidencia a vulnerabilidade de negócios com menor capacidade financeira para absorver custos elevados e oscilações de receita. Mesmo com cortes recentes na taxa básica de juros, o crédito segue caro para muitas empresas. O encarecimento do capital de giro e a desaceleração da atividade econômica limitam a expansão das receitas e dificultam a renegociação de compromissos. A composição das dívidas mostra que bancos e cartões representam apenas parte das pendências, enquanto fornecedores, serviços, cooperativas, telefonia e contas básicas da operação respondem por parcela importante dos atrasos. A negativação tende a dificultar a contratação de novos empréstimos, com maior resistência das instituições financeiras, juros mais elevados e exigências adicionais de garantias. O avanço da inadimplência empresarial pode aumentar a cautela de investidores em relação à atividade econômica, com empresas expostas ao consumo doméstico, ao crédito e à saúde financeira de pequenos fornecedores mais sensíveis à percepção de desaceleração, embora o impacto dependa do conjunto de indicadores e das expectativas dos agentes financeiros.
FONTE ORIGINAL:
https://br.advfn.com/jornal/2026/10/inadimplencia-empresarial-bate-recorde-no-brasil-pequenas-empresas-concentram-95-dos-cnpjs-negativados
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