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Bancos elevam juros do crédito imobiliário e pressionam custo da casa própria

Publicado em: 31/10/2026 15:16
Bancos elevam juros do crédito imobiliário e pressionam custo da casa própria
O consumidor que planeja adquirir um imóvel por meio de financiamento bancário enfrentará parcelas mais pesadas nos contratos de longo prazo. Um levantamento realizado pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) aponta que Bradesco, Itaú Unibanco e Santander promoveram reajustes nas taxas de juros cobradas no crédito imobiliário nos últimos dias. As instituições financeiras justificam que a revisão nos percentuais reflete o aumento verificado nos juros futuros do mercado, indicador que baliza o custo de captação de recursos utilizados para bancar os contratos habitacionais. No Bradesco, a taxa máxima cobrada na maioria das operações passou de 11,69% para 15% ao ano, acrescida da Taxa Referencial (TR), e a taxa mínima ofertada passou a ser de 13,6% ao ano mais TR. No Itaú Unibanco, o piso da taxa subiu de 11,99% para 12,95% ao ano mais TR, e o banco informou que a correção busca preservar o equilíbrio e a sustentabilidade das operações. No Santander, as taxas mínimas saltaram de 11,69% para 12,49% ao ano mais TR. | Banco | Taxa anterior (ao ano + TR) | Nova taxa mínima/padrão (ao ano + TR) | |---|---|---| | Bradesco | 11,69% | 13,6% (mínima) a 15,0% (máxima) | | Itaú Unibanco | 11,99% | 12,95% (mínima) | | Santander | 11,69% | 12,49% (mínima) | Em todos os grandes bancos privados, as condições percentuais mais baixas ficam restritas aos clientes inseridos em segmentos de alta renda ou com maior relacionamento financeiro. De acordo com dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), de janeiro a setembro Itaú, Bradesco e Santander responderam por R$ 58,2 bilhões em financiamentos imobiliários, valor que representa mais da metade dos R$ 105,1 bilhões liberados por todo o sistema no período. Em volume de contratos, o trio somou 111 mil das 252,6 mil unidades financiadas (44%). A Caixa Econômica Federal, líder isolada no setor de habitação, não alterou suas tabelas e não se manifestou sobre eventuais revisões futuras. O Banco do Brasil declarou estar em período de silêncio regulatório decorrente da proximidade de divulgação de seus resultados financeiros. Segundo o diretor executivo de Estudos e Pesquisas Econômicas da Anefac, Miguel José Ribeiro de Oliveira, a posição da Caixa é o fator determinante para a dinâmica do setor, visto que o banco público responde por 42% de todo o volume financeiro emprestado e por 52% das unidades imobiliárias financiadas no Brasil no acumulado do ano. A manutenção das taxas da Caixa pode desencadear uma busca pela portabilidade de crédito, mecanismo que permite ao tomador migrar o contrato para outra instituição financeira em busca de condições mais favoráveis, o que poderia forçar a concorrência privada a reavaliar os aumentos.
FONTE ORIGINAL:
https://contilnetnoticias.com.br/cotidiano/bancos-elevam-juros-do-credito-imobiliario-e-pressionam-custo-da-casa-propria
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